Tudo o que Chloe Saunders desejava era uma vida normal, como a de qualquer outra adolescente: ir à escola, fazer amigos e, quem sabe, conhecer um garoto. Mas quando ela começa a ver espíritos, e se comunicar com eles, percebe que sua vida jamais será como a das outras garotas. Em pouco tempo, os fantasmas estão por toda parte, exigindo sua atenção. Após seu primeiro surto, Chloe é enviada a uma instituição para crianças problemáticas. A principio, a Casa Lyle parece razoável, mas assim que conhece os demais internos – o charmoso Simon e seu sinistro e nada sorridente irmão Derek, a antipática Tori e Rae, que tem uma “quedinha” por fogo – Chloe começa a achar que algo estranho e ameaçador os reúne ali. Algo além de crianças com problemas comportamentais. E eles estão prestes a descobrir que a Casa Lyle não é mesmo um lar como outro qualquer...
Título: A invocação - Série Darkest Powers
Autor: Kelley Armstrong
Ano:2012 (lançamento no Brasil)
Editora: Novo Século
Tradutor:Denise Mariné
Nem acredito que finalmente estou fazendo a resenha do primeiro livro da série Darkest Powers (DP para os fãs da internet) lançado aqui no Brasil. Depois de anos de espera, ansiedade e medo de que a Editora Novo Século fosse meter os pés pelas mãos na hora da tradução, como aconteceu com a série Strange Angels, o livro finalmente está nas prateleiras das livrarias e para o alivio dos fãs, com um texto aceitável e a capa original.
Darkest Powers é a versão para jovens da já conhecidíssima série Otherworld da autora Kelley Armstrong, narrada por Chloe, uma menina de quinze anos que tem medo de escuros desde criança, sonha em ser roteirista e diretora de cinema e que depois da morte da mãe, mora com o pai workaholic, que a deixa a maior parte do tempo ao cuidado das empregadas do luxuoso apartamento. Em uma manhã na escola ela começa a ter estranhas visões: um garoto atravessa na frente de um taxi, mas ao invés de ser atropelado some misteriosamente, um assustador choro vindo de um boxe de banheiro que deveria estar vazio e por ultimo um zelador que poderia ter saído de um filme de terror, a persegue pelos corredores. Diagnostica com esquizofrenia Chloe é envia para a Casa Lyle, especializada em jovens problemáticos, onde encontra Liz, Simon, Derek e Thori, e começa desconfiar que tanto seu tratamento quanto a Casa Lyle são apenas uma forma de acobertar o que realmente está acontecendo com ela e os demais jovens hospedados na casa.
Chloe com sua timidez e jeito de boa menina, tinha tudo para ser um personagem sem sal e irritante, mas de alguma forma ele conseguiu me cativar, e sua narrativa em nem um momento se tornou enfadonha, fazendo de Darkest Powers uma das minhas séries favoritas, desde a primeira vez que li o livro em 2009.
Já os irmãos Derek e Simon podem ser considerados o motivo pelo qual a história fica tão interessante. Derek ganha o destaque como o garoto ranzinza e desengonçado que se mostra inteligente e dono de um poder incrível. Enquanto Derek é o irmão politicamente incorreto, Simon é o cara certinho, bonito e carismático, ele sem duvida tinha tudo para ser o queridinho da história, mas de alguma maneira acabou em segundo plano e com o passar do tempo acabei achando ele um pouco irritante. Os dois são a única ligação de Chloe com o estranho mundo dos seres sobrenaturais, fazendo com que ela dependa da ajuda deles para entender e controlar melhor seus poderes.
A história se passa no mesmo mundo sobrenatural criado pela autora para seus livros adultos, com lobisomens, meio demônios, necromantes, bruxas e magos, e apesar do ritmo da história pode ser considerado um pouco lento nesse primeiro livro, os personagens são bem elaborados, e apesar da narrativa ser somente sob o ponto de vista da Chloe, temos uma boa descrição de cada um deles.
Darkest Powers é uma das minhas séries favoritas, seus personagens são carismáticos, o enredo mesmo que um pouco ingênuo tem o poder de nos prender e Derek e Chloe são perfeitos. Só espero que a Editora Novo Século não demore mais três anos para lançar os demais livros da série.
Frases do livro:
Ele girou o corpo, olhos fixos em mim enquanto fui até o chuveiro e liguei a agua fria para abafar nossa conversa sem encher o local de vapor.
- ótimo – Ele resmungou – Agora, eles vão pensar que estamos tomando banho juntos. Talvez a gente possa apenas dizer a eles que estávamos tirando a sujeira do entrepiso e tentando economizar agua.
***
Segui seu olhar por cima do meu ombro, dei um grito de susto. O cara de pé atrás de mim deveria ter 1,90m de altura e os ombros da largura da porta. Apesar de ser tão grande quanto um adulto, jamais seria confundido com um. Seu rosto poderia ser usado na foto do “antes” em um comercial de creme antiacne. Cabelos escuros caídos nos olhos, escorridos e sem brilho.














