segunda-feira, 28 de maio de 2012

Resenha - Darkest Powers - A invocação

Postado por Nel às 16:28
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Tudo o que Chloe Saunders desejava era uma vida normal, como a de qualquer outra adolescente: ir à escola, fazer amigos e, quem sabe, conhecer um garoto. Mas quando ela começa a ver espíritos, e se comunicar com eles, percebe que sua vida jamais será como a das outras garotas. Em pouco tempo, os fantasmas estão por toda parte, exigindo sua atenção. Após seu primeiro surto, Chloe é enviada a uma instituição para crianças problemáticas. A principio, a Casa Lyle parece razoável, mas assim que conhece os demais internos – o charmoso Simon e seu sinistro e nada sorridente irmão Derek, a antipática Tori e Rae, que tem uma “quedinha” por fogo – Chloe começa a achar que algo estranho e ameaçador os reúne ali. Algo além de crianças com problemas comportamentais. E eles estão prestes a descobrir que a Casa Lyle não é mesmo um lar como outro qualquer... 

Título: A invocação - Série Darkest Powers
Autor: Kelley Armstrong 
Ano:2012 (lançamento no Brasil)
Editora: Novo Século
Tradutor:Denise Mariné

Nem acredito que finalmente estou fazendo a resenha do primeiro livro da série Darkest Powers (DP para os fãs da internet) lançado aqui no Brasil. Depois de anos de espera, ansiedade e medo de que a Editora Novo Século fosse meter os pés pelas mãos na hora da tradução, como aconteceu com a série Strange Angels, o livro finalmente está nas prateleiras das livrarias e para o alivio dos fãs, com um texto aceitável e a capa original.

Darkest Powers é a versão para jovens da já conhecidíssima série Otherworld da autora Kelley Armstrong, narrada por Chloe, uma menina de quinze anos que tem medo de escuros desde criança, sonha em ser roteirista e diretora de cinema e que depois da morte da mãe, mora com o pai workaholic, que a deixa a maior parte do tempo ao cuidado das empregadas do luxuoso apartamento. Em uma manhã na escola ela começa a ter estranhas visões: um garoto atravessa na frente de um taxi, mas ao invés de ser atropelado some misteriosamente, um assustador choro vindo de um boxe de banheiro que deveria estar vazio e por ultimo um zelador que poderia ter saído de um filme de terror, a persegue pelos corredores. Diagnostica com esquizofrenia Chloe é envia para a Casa Lyle, especializada em jovens problemáticos, onde encontra Liz, Simon, Derek e Thori, e começa desconfiar que tanto seu tratamento quanto a Casa Lyle são apenas uma forma de acobertar o que realmente está acontecendo com ela e os demais jovens hospedados na casa.

Chloe com sua timidez e jeito de boa menina, tinha tudo para ser um personagem sem sal e irritante, mas de alguma forma ele conseguiu me cativar, e sua narrativa em nem um momento se tornou enfadonha, fazendo de Darkest Powers uma das minhas séries favoritas, desde a primeira vez que li o livro em 2009.  

Já os irmãos Derek e Simon podem ser considerados o motivo pelo qual a história fica tão interessante. Derek ganha o destaque como o garoto ranzinza e desengonçado que se mostra inteligente e dono de um poder incrível. Enquanto Derek é o irmão politicamente incorreto, Simon é o cara certinho, bonito e carismático, ele sem duvida tinha tudo para ser o queridinho da história, mas de alguma maneira acabou em segundo plano e com o passar do tempo acabei achando ele um pouco irritante. Os dois são a única ligação de Chloe com o estranho mundo dos seres sobrenaturais, fazendo com que ela dependa da ajuda deles para entender e controlar melhor seus poderes.

A história se passa no mesmo mundo sobrenatural criado pela autora para seus livros adultos, com lobisomens, meio demônios, necromantes, bruxas e magos, e apesar do ritmo da história pode ser considerado um pouco lento nesse primeiro livro, os personagens são bem elaborados, e apesar da narrativa ser somente sob o ponto de vista da Chloe, temos uma boa descrição de cada um deles.  

Darkest Powers é uma das minhas séries favoritas, seus personagens são carismáticos, o enredo mesmo que um pouco ingênuo tem o poder de nos prender e Derek e Chloe são perfeitos. Só espero que a Editora Novo Século não demore mais três anos para lançar os demais livros da série. 

 
Frases do livro:

Ele girou o corpo, olhos fixos em mim enquanto fui até o chuveiro e liguei a agua fria para abafar nossa conversa sem encher o local de vapor.
- ótimo – Ele resmungou – Agora, eles vão pensar que estamos tomando banho juntos. Talvez a gente possa apenas dizer a eles que estávamos tirando a sujeira do entrepiso e tentando economizar agua.
 ***
Segui seu olhar por cima do meu ombro, dei um grito de susto. O cara de pé atrás de mim deveria ter 1,90m de altura e os ombros da largura da porta. Apesar de ser tão grande quanto um adulto, jamais seria confundido com um. Seu rosto poderia ser usado na foto do “antes” em um comercial de creme antiacne. Cabelos escuros caídos nos olhos, escorridos e sem brilho.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Resenha - Viver para Contar

Postado por Nel às 14:24
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Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar.
Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo.
Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa.

Nome: Viver para contar
Autor: Lisa Gardner
Ano: 2012
Editora: Novo Conceito
Páginas:480

 
Viver para contar é o quarto livro (o sexto livro da série foi lançado em fevereiro desse ano nos Estado Unidos) da série com os casos da investigadora D.D. Warren, escrito pela autora Lisa Gardner e lançado pela Editora Novo conceito esse mês no Brasil. Apesar dessa não ser a primeira história envolvendo a detetive, o leitor não precisa se preocupar, já que o livro reapresenta rapidamente D.D e seus parceiros. 

A história é dividida em três pontos de vistas, e a narrativa é alterada de primeira (no caso da personagem Danielle Burton) á terceira pessoa (D.D. Warren e Victoria Oliver), com rápidas participações de outros personagens na trama. E apesar desse estilo ter deixado a leitura menos cansativa e evitar enjoarmos de um único personagem ou ponto de vista, achei esse troca troca constante um pouco irritante, principalmente perto do desfecho da história.

D.D.Warren com seu temperamento explosivo, compulsão por comida e atitudes muitas vezes nada femininas, rapidamente se tornou meu personagem favorito, e que acabou me fazendo rir em diversos momentos da história. Ela juntamente com sua equipe de investigadores precisa solucionar um grotesco caso envolvendo o assassinato de toda uma família de classe media no subúrbio de Boston, o principal suspeito é o pai, o único sobrevivente do massacre, mas logo eles descobrem que uma criança pode ser a responsável por toda a atrocidade. E as investigações os levam até Danielle Burton e uma ala psiquiátrica destinada á crianças. Enquanto Danielle, que também tem um passado conturbado e precisa lidar com seus próprios traumas, ajuda os investigadores no caso, ela também passa a ser um dos principais suspeitos.  

Lisa Gardner escreve um suspense ousado e tenso, tocando em um assunto sensível e poucas vezes comentado em livros ou mídia, que são crianças com sérios problemas psicológicos. Muitas delas perfeitos psicopatas (prontas para matar desde animaizinhos de estimação, até os irmãozinhos mais novos), criando assim uma história que em diversos momentos tem a capacidade de se tornar realmente muito perturbadora, principalmente quando estamos escutando a narrativa do personagem Victoria Oliver, mãe de uma dessas crianças.

Viver para contar é o livro perfeito para os fãs de bons livros policiais e de suspense, e que me faz lembrar das tardes em que passava na biblioteca publica á procura de livros do gênero para ler. E espero que a editora de continuidade á serie aqui no Brasil.

Boa leitura. 





Resultado Promoção Garota Replay

Postado por Nel às 14:23
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Olá, obrigado á todos que participaram da promoção. Logo teremos mais novidades no blog. 
 
Pessoal como o Rafflecopter não está me fornecendo o código para a postagem no blog, então vamos usar o antigo sistema de print.

Parabéns Marília, lembrando que você tem dois dias para responder o e-mail com os dados para o envio.

terça-feira, 22 de maio de 2012

In my mailbox 6

Postado por Nel às 14:30
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Olá é sempre muito bom fazer essa postagem aqui no blog, mostrando os próximos livros a serem resenhados e sorteados, mas a partir dessa semana ela vai mudar um pouco, mostrando não só os livros que chegaram destinados aos sorteios no blog, como também os que comprei incluindo os e-books. 


Os que chegaram para resenha e sorteios são: 


A escolha - Nicholas Sparks
Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson
O Clã dos Magos - Trudi Canavan
A filha da minha mãe e eu - Maria Fernanda Guerreiro


Todos livros da Editora Novo Conceito e todos com lindos kits. 


Comprados:


Darkest Powers A invocação - Kelley Armstrong - Editora Novo século  
I hunt Killers - Barry Lyga (e-book em inglês)


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cover of the week # 11

Postado por Nel às 18:28
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É impossível negar que a capa muitas vezes influencia na hora de comprar um livro, e apesar deles não poderem ser julgados por elas, sempre podemos admira-las, sendo elas bonitas, exóticas ou simplesmente estranhas. A capa dessa semana é do livro Until I Die (série Revenants continuação do Die for me), não gostei muito do primeiro livro, mas talvez de uma chance para a continuação. 



 
Gostaria que existisse somente o dia de hoje, somente o agora, nenhum para sempre.
Parece conveniente eu ter me apaixonado em Paris. Mas retirando aquela fina camada de realidade, sob o glamour da cidade ha um campo de guerra para inimigos imortais.
Por que com o Vincent, realidade é uma ilusão. Lindo, cavalheiresco, e inteligente, ele é tudo o que sempre quis em um namorado... Exceto sua mortalidade. Mas quando escolhi o Vincent, escolhi ama-lo além da razão e segurança.
Vincent jurou evitar a morte – fugindo de sua própria natureza, para que pudéssemos ficar juntos. Mas me recuso a ficar parado o vendo sofrer.
Eu sei que farei o que for necessário, até mesmo mentir para as pessoas que amo, para lutar contra um destino que está tentando nos afastar.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Resenha - A casa das Orquídeas

Postado por Nel às 11:19
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Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações.

Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park...

E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.



Normalmente minha reação diante de um livro misturando romance e drama é sempre a mesma: não suporto esses livros!

E quando recebi o livro A casa das Orquídeas para resenhar, logo imaginei que seria apenas uma leitura estilo ‘obrigatória’ para o blog. Mas para minha surpresa o livro se mostrou uma leitura prazerosa e que apesar de alguns pequenos deslizes (ao meu ponto de vista) merece muitos elogios.

Com uma narração misturando primeira e terceira pessoa, o livro mostra o paralelo da vida dos moradores da propriedade de Wharton Park, nos anos trinta e parte dos quarenta, com a vida da pianista Júlia Forrester e do atual proprietário do famoso casarão.

Júlia como já diz a sinopse, está se recuperando da trágica morte do marido e do filho em um acidente de carro, e retorna a Inglaterra para ficar mais próxima do pai e da irmã. Em sua estadia ela acaba retornando á Wharton Park, à mansão que antes era famosa por seu Orquidário, cuidado pelo avô da pianista. Lá ela reencontra Kit Crawford o único herdeiro da propriedade, que sem dinheiro para manter o histórico casarão se vê obrigado á vende-lo. Juntos eles começam a desvendar a história da estranha e amarga Olivia Crawford e de seu marido Harry. Assim como a ligação entre a rica família, e o humilde jardineiro.  Enquanto Olivia se aproxima cada vez mais de Kit e acaba também por desvendar os mistérios envolvendo sua própria tragédia.

É claro que A casa das orquídeas é um livro excelente para os fãs de romances históricos, mas apesar de sua carga dramática ele também possui a capacidade de agradar leitores desacostumados com esse tipo de história, e apesar de previsível (e me diga qual romance não é) o enredo se mostra bem elaborado, levando os leitores através das décadas de intrigas, amores não correspondidos, amores proibidos e traições envolvendo os moradores de Wharton Park.

Apesar de Júlia ter ganhado minha simpatia logo de cara, enquanto luta contra a depressão depois da morte do marido e filho (afinal quem conseguiria superar uma perda tão traumática em apenas nove meses?), nos capítulos finais da história o personagem passou a me irritar, com frases e atitudes que lembravam mais uma mulher vivendo na idade média, e seu provincianismo foi à única coisa no livro que realmente me desagradou.

Mas mesmo Júlia e Kit sendo o casal protagonista do livro, o foco de maior importância é realmente a história de Olivia e Harry Crawford. Olivia como a garota ingênua que logo descobre os segredos e problemas envolvendo seu belo marido. E apesar dela ser a esposa sofredora da história a achei sem sal de mais para simpatizar com ela. Já Harry é o legitimo personagem que não sabemos se choramos junto com ele, ou se gritamos rindo para que saia do armário de uma vez por todas, e achei hilário ou pelo menos muito irônico o desenvolvimento dele de um ‘provável’ gay, á um homem casado com uma amante. Mas como os demais personagens desse livro, Harry é cheio de surpresas e apesar de eu ter duvidado muito das explicações dele no inicio da história, logo ele prova ser somente uma criatura perdida, com um pai opressor e lutando com seu destino já programado. No final gostei bastante de Harry.

Outro personagem importante na história é o próprio casarão. Wharton Park e sua historia com mais de trezentos anos, parece ser o principal responsável pelas alegrias e tristezas envolvendo a família Crawnford e seus descendentes. Simplesmente adorei a sensação da presença constante da propriedade durante a história. Mas infelizmente a autora negligenciou muito a parte em que a casa é descrita, deixando os leitores com uma explicação rápida sobre as salas e quartos que montam Wharton Park.

A casa das Orquídeas é uma bela história, que apesar de não ser nada original, possui o poder de emocionar e encantar seus leitores.

Boa leitura.







 

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